Ao pisar na quadra, ele tinha apenas um objetivo — fazer a bola passar pelo aro!
Este mundo, sem que ninguém soubesse ao certo desde quando, tornou-se subitamente mágico. Durante o grande cataclismo, as facetas mais sombrias da natureza humana foram expostas sem piedade, mas, felizmente, a luz da humanidade também iluminava este mundo. Nesse tempo de maravilhas, Zhang Yang deparou-se com algo ainda mais extraordinário.
Na cidade oculta do Condado de Los Angeles, havia uma pequena casa de dois andares: o primeiro era um restaurante familiar de reservas, o segundo, a área residencial. No quarto voltado para o leste, pouco depois das seis da manhã, Zhang Yang despertou de seu sono. Ficou deitado por alguns minutos, até que o alarme tocou às 6h06; estendeu o braço e silenciou o aparelho. Levantou-se, arrancou uma folha do calendário pendurado no guarda-roupa: 18 de julho... 2003.
Três dias antes, acordara e descobrira que estava no dia 15 de julho de 2003, transformado num rapaz de quinze anos. Diz o velho ditado: “No meio de julho, os fantasmas andam soltos.” Viajar no tempo certamente é coisa de outro mundo, mas essa referência ao meio de julho não deveria ser segundo o calendário lunar? Ainda assim, ao lembrar que a seleção masculina de basquete perdera para os japoneses, a coisa de viajar no tempo já não parecia tão absurda.
“Parece que não tem volta. Mas, afinal, viajar no tempo nem é tão ruim, pelo menos ganhei o hábito de dormir e acordar cedo.” Murmurou Zhang Yang, vestindo-se e indo ao banheiro. Ao passar pela sala, olhou para a foto de casamento dos pais adotivos pendurada na parede.
As memórias do antigo dono do corpo e