Lá fora, tudo está tomado por criaturas monstruosas e sombras sinistras. Sinto um medo profundo. Só quero permanecer no abrigo seguro, até que o tempo perca todo sentido... — Sombras mortais que não podem ser destruídas, monstros sem fim. Yu Hong chega a este lugar trazendo consigo uma misteriosa marca negra. Utilizando esse selo capaz de fortalecer qualquer coisa, ele começa, pouco a pouco, a construir dentro de seu refúgio uma zona de segurança absoluta, única e inviolável. Como prometido aos leitores, esta obra traz uma fusão singular entre terror sobrenatural, cultivo imortal e o extremo caminho marcial. Lao Gun sempre cumpre o que diz.
— Iê... —
— Iê... —
Uma voz suave chamou a menina adormecida na cama, despertando-a de seu sonho.
Noite escura.
No pequeno quarto quadrado, uma menina de cabelos longos e pretos dormia em uma cama de madeira amarela.
O cobertor acinzentado a cobria até os ombros, deixando à mostra, por entre os fiapos, a renda da camisola desbotada pelo uso.
A menina aparentava sete ou oito anos, com rosto delicado, nariz levemente alto e dois pequenos inchaços vermelhos no queixo. Era a idade em que se começa a entender o mundo.
Ao ouvir aquela voz, abriu os olhos devagar, levantou o corpo e olhou ao redor.
O quarto estava mergulhado em trevas, exceto por um raio de luar que se insinuava pela janela, iluminando suavemente o pé da cama.
Ali,
no pé da cama,
havia uma silhueta escura.
A metade superior da figura estava envolta por sombras, o rosto indistinto.
Mas era possível sentir que seus olhos estavam fixos na menina.
— Mamãe?
A menina perguntou com cautela.
Apertava o cobertor com as duas mãos, tensa, sentindo algo errado.
Ao redor, um silêncio profundo, cortado apenas por sua voz, que ecoava clara e penetrante pelo quarto.
— Lembre-se, Iê... — sussurrou a figura. — Não importa que barulho ouça, você deve se esconder no santuário. Não saia até que as pedras brancas escureçam...
— Nunca...
— Não saia...
Depois de falar, a figura virou-se lentamente e, passo a passo, dirigiu-se em silêncio para a porta.
A porta de madeira abriu-se sem ruído algum, revelando a escuridão d