Erguendo-se das ruínas, ressurgindo do silêncio. O vasto oceano torna-se pó, os relâmpagos esgotam-se, e aquela tênue névoa sombria aproxima-se mais uma vez da terra. As correntes do mundo são rompidas, e um novo universo revela um fragmento de seu mistério...
No deserto, a fumaça solitária sobe em linha reta; o longo rio abraça o sol poente como um círculo perfeito. O deserto se estende até onde a vista alcança, vasto e elevado, grandioso e imponente, e quando o sol vermelho mergulha no horizonte, tudo se banha em um tom escarlate, uma beleza poderosa permeada por uma sensação de solidão.
Os sinais de guerra da antiguidade já se perderam nas areias do tempo, mas o caminho ancestral do Rio Amarelo, apesar das inúmeras mudanças, ainda persiste.
Chu Feng viajava sozinho, exausto, deitado sobre a areia dourada, contemplando o pôr do sol sangrento e sem saber quanto tempo ainda levaria para deixar aquele deserto.
Dias atrás, graduou-se e se despediu da deusa do campus, talvez para nunca mais vê-la; afinal, ela lhe dissera delicadamente que, de agora em diante, cada um seguiria seu caminho, era hora de terminar.
Após deixar a academia, partiu para viajar.
O sol poente pendia vermelho no extremo do deserto, uma beleza tranquila no vazio.
Chu Feng sentou-se, bebeu um pouco de água e sentiu suas energias retornarem. Seu corpo era esguio e forte, de grande vigor; o cansaço logo se dissipou.
Levantou-se e olhou ao longe, sentindo que estava prestes a deixar o deserto. Talvez, ao caminhar mais um pouco, encontraria as tendas dos pastores. Decidiu seguir adiante.
Avançando para o oeste, deixou uma longa trilha de pegadas na areia.
Sem aviso, uma névoa surgiu—algo raro no deserto.
Chu Feng ficou surpreso. E a névoa era azul, trazendo consigo um frio típico do outono profundo.
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