Na era do fim do Dharma, os imortais e os budas já desapareceram, e não havia mais neste mundo nenhum verdadeiro iluminado. “Cultivar o Dao em busca da Verdade” virou lenda; cultos desviados e heresias se espalharam, os falsos cultivadores sem retidão reinavam, e os praticantes autênticos eram chamados pelo povo de ... demônios e espíritos malévolos. Qiu Zhen atravessou para este mundo, e já se passaram três anos desde que resolveu o mistério do ventre; porém, infelizmente, ainda não surgiu para ele o seu sistema, o velho ancião acompanhante nem o “dedo de ouro”. Vive uma vida medíocre, sufocada, sem conseguir subir degrau algum... “Não me obrigue a cultivar imortalidade!” Naquela noite, com o vento fresco soprando, Qiu Zhen deitou-se de costas no chão e mirou o céu. Dizem que, no alto do Grande Vazio, no extremo do Xuanchong, no Céu Supremo, o Céu Supremo supremo, há um local de cultivo celestial chamado Palácio Miro, e os imortais de Miro são os imortais absolutos. “Num dia destes, eu preciso subir lá para conferir!” Sob o brilho ofuscante das estrelas, Qiu Zhen ergueu-se decidido e seguiu em direção às luzes de milhares de lares... Obra completa e de alta qualidade: **“O Oficial Imortal da Dinastia Celestial”**.
Na brisa suave de março, a primavera se fazia sentir com encanto.
“Bum!” “Bum!” “Bum!”
Entre arbustos que se acumulavam nas colinas, um bando de aves de plumagem vibrante foi surpreendido, voando em círculos pelo céu, seus olhos assustados buscando a origem do ruído.
Ao pé da montanha, casas alinhavam-se cuidadosamente, formando uma dezena de pátios, e estandartes com o caractere “Remédio” tremulavam ao vento.
Nos pátios, pessoas circulavam de um lado para o outro, compondo uma cena próspera e animada.
No interior de um deles, um jovem levantava o pilão de pedra, golpeando com energia os blocos de terra amarelada sobre a bancada. Os pedaços maiores logo se faziam menores, batendo sem cessar, com o mesmo som que assustara as aves minutos antes.
O rapaz tinha cerca de quinze ou dezesseis anos, feições delicadas, olhos de fênix adormecida, sorriso amável e refinado. Vestia uma túnica curta de tecido grosseiro, desbotada de tantas lavagens, presa à cintura por uma faixa; as calças eram enroladas nas canelas e os pés calçavam botas resistentes, próprias para montanhas. Sua pele, com o tom de trigo maduro, denunciava uma vida sob sol e chuva, filho do povo.
“Bum!” “Bum!”
Sob os golpes constantes, os blocos de terra logo se transformaram em pequenos fragmentos.
Sem parar, o jovem, chamado Qiu Zhen, mudou de método: passou a moer os pedaços, transformando-os em pó fino.
Esse material chamava-se “Fígado de Dragão Submisso”. O nome era impressionante, mas na realidade tratava-se apenas de terra do fundo do fogão, aquele b