A segunda parte de “O Trono da Marca Divina”! O dragão gera dois filhos, e mesmo assim são distintos: o irmão mais velho, um prodígio; o mais novo, um inútil. Embora sejam gêmeos idênticos em aparência, entre eles há um abismo incomensurável. Somente seus corações, ambos desejosos de abandonar as lides do mundo, são absolutamente iguais. Na noite em que vieram ao mundo, a lua cheia resplandecia no céu.
— Aaaaah! — Um grito lancinante e agudo ecoou pelo quarto luxuoso de estilo antigo.
— Eu não vou mais dar à luz! Dói demais! Long Leilei, seu miserável! Gerar um filho já não bastava, tinha que plantar logo dois de uma vez só! Vai me matar de dor...
— Força, querida, força! Você é a melhor, meu amor. Isso, não faz mal, pode morder meu braço com força, eu nem estou sentindo nada.
— Senhor Long, não deveria estar aqui enquanto a senhora dá à luz. Por favor, saia imediatamente — a parteira exortou, aflita.
— Que disparate! Se ele ousar sair, eu não dou mais à luz. Juro que te mordo até a morte! Aaaaah!
Os gritos aterrorizantes reverberavam pelas ruas e quarteirões vizinhos, como se o som se propagasse por léguas.
Aos poucos, porém, os gritos começaram a esmorecer.
— Força, querida, falta pouco, o primeiro já está saindo, a vitória está ao alcance dos olhos! Ei, você aí de trás, não chute seu irmão! Por que tanta pressa? Parteira, é normal o segundo vir com os pés primeiro?
O tom de ansiedade ressoava pelo aposento.
— Uááá! Uááá! — O choro estridente de um recém-nascido encheu o quarto: o primeiro finalmente nascera.
— Long... Leilei... Não... esqueça... a pulseira... de jade... que me prometeu... Tem que comprar... — murmurou a esposa, exaurida.
— Compro, compro sim, vou trazer uma daquelas translúcidas, toda verde.
— Certo... Então... vou juntar forças... para te... dar o... segundo... também.
Instantes depois,
— Uááá! Uááá! — Outro choro igualmente forte: um bebê idêntico ao primeiro veio