O estudante de medicina Ling Ran tinha um modesto objetivo: tornar-se o mais grandioso médico do mundo. Sem querer, acabou por realizá-lo.
“Por favor, receba seu pacote de boas-vindas para iniciantes.”
Ao meio-dia em ponto, uma vez mais surgiu diante dos olhos de Ling Ran essa mesma frase, acompanhada de um ícone em forma de embrulho, que piscava incessantemente no canto superior direito de sua visão, como uma luz de ambulância defeituosa.
Ling Ran, em silêncio, retirou o caderno de anotações e fez um registro, sem, contudo, tomar qualquer iniciativa.
Como estudante da faculdade de medicina, Ling Ran possuía considerável curiosidade, mas também prudência e autocontrole em igual medida.
Após, de maneira inexplicável e confusa, obter o sistema, a primeira atitude de Ling Ran foi registrar e testar de diversas maneiras.
Afinal, precisava antes de tudo certificar-se de que não estava enlouquecendo.
Além disso, para não correr o risco de perder o tão almejado diploma de graduação, Ling Ran sentiu-se na obrigação de realizar ele próprio os testes.
A primeira escolha recaiu sobre a “Escala de Avaliação de Viés Cognitivo de Davos”, utilizada para pacientes esquizofrênicos, em especial aqueles acometidos por delírios, e que consiste em um questionário de autoavaliação.
Os 42 itens do teste são todos redigidos em primeira pessoa, expressando atitudes e crenças peculiares, com uma escala de 1 ponto para “discordo totalmente” a 7 pontos para “concordo totalmente”.
A realização do teste é bastante simples, e certos itens são facilmente compreendidos.
Por exemplo, o item 1: “Mantenho-me alerta diante do perigo.”
Item 9: “Nunca confio plenamente nas intençõ