Numa tarde banhada de sol, Kyle finalmente recebeu a tão almejada carta de admissão e chegou a Hogwarts, essa renomada escola milenar. Ali, sua vida tornou-se plena; além dos estudos, Kyle aproveitava as horas vagas para cultivar hortaliças, cuidar de flores ou, então, descer aos sombrios e esquecidos subterrâneos, onde oferecia consolo psicológico a um certo pequeno animal abandonado há séculos. Dumbledore dizia: “Kyle é uma criança justa e corajosa, bondosa e sincera.” Professora McGonagall concordava: “O diretor tem razão, Kyle nunca infringe as regras da escola.” Snape, com seu habitual desdém, murmurava: “Ah, sim, claro, claro...” Quirrell também acreditava nisso, até o dia em que abriu uma porta secreta e saltou para dentro de um aposento repleto de repolhos mordedores...
Nas imediações da aldeia de Ottery St. Catchpole, erguia-se um pequeno edifício de três andares.
Kyle Chopper, onze anos, postava-se diante da janela, examinando com toda a atenção o pergaminho que segurava nas mãos.
Diretor: Albus Dumbledore (Primeira Classe da Ordem de Merlin, Chefe da Suprema Corte dos Magos, Presidente da Confederação Internacional dos Magos)
Prezado Sr. Chopper,
Temos o prazer de informar que o senhor foi aceito como aluno da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Junto a esta carta, segue a lista de livros e materiais necessários.
O início do período letivo está marcado para primeiro de setembro. Aguardamos ansiosamente sua resposta, que deverá ser enviada por sua coruja até o dia trinta e um de julho.
Vice-diretora (Sra.) Minerva McGonagall
...
Sim, era de fato a tão aguardada carta de admissão de Hogwarts.
Desde que atravessara para este mundo, onze anos atrás, Kyle aguardava por este momento.
Quanto ao motivo de sua certeza, era simples: não muito distante, outras famílias singulares habitavam a vizinhança.
Entre elas, as que Kyle mais conhecia eram o excêntrico editor Lovegood e, sobretudo, a família Weasley.
Especialmente esta última, com sua arquitetura estranhamente peculiar e a cabeleira ruiva de todos os membros, permitira a Kyle identificar instantaneamente o universo em que se encontrava.
Vale ressaltar que residir ali era prova suficiente de que, nesta vida, Kyle também era oriundo de uma família de bruxos.
Seu pai, Chris Chopper, trabalhava no Ministér